_______________________________________________________________________________ De SEATTLE ao ALASKA

 

Seattle é aquele tipo de cidade que engana no primeiro olhar. Parece só mais uma metrópole americana cheia de prédios de vidro, mas basta caminhar um pouco pra sentir uma vibe bem diferente. É uma cidade cercada de água por todos os lados e nos dias claros e ensolardos, dá pra ver o Monte Rainier lá no horizonte, enorme e nevado. 

A cultura local tem uma pegada meio "outdoor, café e tecnologia" ao mesmo tempo. É a terra da Starbucks, a primeira loja ainda funciona no Pike Place Market e também virou um polo gigante de tecnologia, com Amazon e Microsoft criando raízes por ali. Ao mesmo tempo, é uma cidade de natureza: trilha, caiaque, bike, tudo isso faz parte do dia a dia de quem mora lá, até porque as montanhas e o mar estão logo ali, a poucos minutos do centro.

Seattle é uma cidade pra caminhar, tomar café, comer frutos do mar fresquinho e sentir o clima descontraído das pessoas pela Waterfront. E depois de curtir tudo isso por lá, partimos em um cruzeiro rumo ao Alaska a bordo do MSC Poesia. 

*QUANDO FOMOS

Em agosto de 2026, visitamos Seattle e o Alaska, foi uma combinação e tanto! Seattle em agosto é a cidade no seu melhor momento: é o mês mais seco e ensolarado, com temperaturas agradáveis, geralmente entre 15°C e 26°C, céu bem mais aberto que o normal, nada daquela garoa cinzenta que a cidade é famosa por ter no resto do ano. As noites são frescas, ótimas pra caminhar pelo Pike Place Market ou curtir a vista lá de cima da Space Needle.

Já no Alaska, agosto também é considerado alta temporada de cruzeiros justamente por ser um dos meses mais estáveis climaticamente. As temperaturas costumam ficar entre 8°C e 18°C durante o dia, com bastante variação dependendo da região, nos fiordes e geleiras o vento gela na pele.

No geral, o verão é a estação recomendada pra unir cidade e natureza: dias claros em Seattle e paisagens geladas, nevoeiros e chuvas no Alasca.

*ONDE FICAMOS

Durante nossa estada em Seattle, ficamos hospedados no Fairfield Inn & Suites by Marriott Seattle Downtown por 4 noites, e foi uma escolha bem certeira. É um hotel bem localizado, pertinho dos principais pontos turisticos da cidade, o que facilitou muito pra ir e voltar a pé depois de um dia inteiro andando por Pike Place Market, Space Needle e outros pontos da cidade.

Hotel: Fairfield Inn & Suites by Marriott Seattle Downtown - Endereço: 226 7th Ave N, Seattle, WA, 98109 Estados Unidos Reserva: Hotéis.com

*O QUE FIZEMOS

Chegamos a Seattle no meio da tarde e, depois do check-in no hotel, decidimos não perder tempo: saímos direto a pé para Downtown Seattle. Primeira parada, claro, o Pike Place Market.

*Pike Place Market

O Pike Place Market é puro caos organizado, e é exatamente isso que faz dele tão especial. É um dos mercados públicos mais antigos dos Estados Unidos ainda em funcionamento, e assim que você entra já é bombardeado pelos sentidos: peixeiros gritando e jogando salmão de um lado pro outro, isso é tradição mesmo e virou uma atração à parte. Há também bancas cheias de flores coloridas, frutas fresquinhas, queijos, doces e artesanato local disputando espaço nos corredores estreitos. 

Dá pra passar horas ali só perambulando entre as lojinhas, provando amostras grátis e batendo foto na plaquinha do primeiro Starbucks do mundo, que fica bem na rua do mercado. Tem também um cantinho charmoso de livrarias, cafés escondidos e artistas de rua tocando música, o que deixa tudo com um clima ainda mais descontraído. 

O mercado é daqueles lugares que misturam turismo com o cotidiano real da cidade, os moradores de Seattle também vão ali fazer compras, e por isso tem uma energia autêntica, nada de armação para turista. Um passeio obrigatório, sem dúvida! Aqui almoçamos e no inicio da noite seguimos para o hotel, assim foi nosso primeiro dia em Seattle. 

Nosso segundo dia em Seattle começou pela charmosa Pioneer Square, uma região que respira história e personalidade. A partir dali, fomos descobrindo a cidade em um passeio que reuniu cultura, arquitetura e boas surpresas.

*Pionner Square

Pioneer Square é o bairro mais antigo de Seattle, berço da cidade, com aquele charme de prédios de tijolo estilo romanesco, ruas de paralelepípedo e uma pegada histórica boa de sentir a cada esquina. 

É ali que ficam os famosos mueseus Seattle Art Museum-SAM, o Klondike Gold Rush National Historical Park, um museu que conta a história da corrida do ouro no Klondike e o papel de Seattle como porta de entrada para os garimpeiros rumo ao Alaska. Também estão no bairro a Seattle Public Library e Smith Tower.

*Seattle Art Museum

O Seattle Art Museum, o famoso SAM, fica bem no coração do Downtown, a um quarteirão do Pike Place Market, e é impossível não reparar nele por causa do Hammering Man, uma escultura cinética de quase 15 metros de altura que fica bem na frente do prédio, um homem de silhueta negra "martelando" sem parar, virou praticamente um símbolo da cidade. 

Lá dentro, o acervo é bem eclético: são cerca de 25 mil obras que vão da Antiguidade até a arte contemporânea, arte africana, mesoamericana, do Mediterrâneo Antigo, islâmica, europeia e artes decorativas. Um destaque especial fica por conta das galerias de arte nativo-americana da Costa Noroeste, que costumam encantar bastante os visitantes. Bem perto do SAM está a Biblioteca Central. 

SAM – Seattle Art Museum - Endereço: 1300 First Avenue, Seattle - Ingresso: Adulto U$29

*Seattle Public Library – Central Library

A Seattle Central Library é daqueles lugares que provam que biblioteca pode ser também uma atração turística. O prédio tem 11 andares e quase 34 mil metros quadrados, todo em vidro e aço, com um formato assimétrico que parece um bloco de gelo torto ou, como muita gente já descreveu, um "diamante gigante" caído do céu no meio do Downtown. 

Por dentro, o destaque é um "living room" no 3º andar, um salão enorme com pé-direito de mais de 15 metros, perfeito pra sentar, ler e observar o Hall de Entrada do alto. 

Vale fazer fotos da fachada, subir de escada rolante amarelo-limão e circular pelas estantes e cadeiras rosa-choque que dão um toque bem descolado ao ambiente todo sério de biblioteca. 

A biblioteca é um passeio, gratuito e diferente de tudo, ótimo pra intercalar com os pontos mais tradicionais. Daqui seguimos para a Smith Tower. 

Biblioteca de Seattle - Endereço: 1000 4ft Ave, Seattle - Entrada: Gratuíta

*Smith Tower

Também vale muito visitar e subir até o mirante da Smith Tower, que por quase 50 anos foi o prédio mais alto do oeste americano. O que torna a visita especial é subir até o deck de observação, no 35º andar, usando os elevadores originais de 1914. Sim, ainda funcionando! E olha o corredor de acesso e as portas dos elevadores! 

De lá de cima, em dia claro, dá pra ver as cordilheiras Cascade, o Monte Rainier e a Puget Sound, uma vista de tirar o fôlego da cidade, a baia e bem ao fundo as montanhas nevadas. 

E tem um toque extra divertido: no mesmo andar funciona o Observatory Bar, com temática de era da Lei Seca, ótimo pra tomar um drinque enquanto aproveita o visual. 

É um passeio que mistura história, arquitetura e uma das vistas mais bacanas do centro de Seattle, daqui seguimos para o Klondike Gold Rush. 

Smith Tower - Endereço: 506 2nd Avenue, Seattle - Ingresso: 18 a 25 dolares

*Klondike Gold Rush National Historical Park – Museu do Ouro

O Klondike Gold Rush National Historical Park é um daqueles lugares que surpreendem por ser bem menor e mais despretensioso do que o nome sugere na real, é um pequeno museu instalado dentro do antigo Cadillac Hotel, que funcionava como um dos armazéns que abasteciam os garimpeiros antes da viagem rumo ao Alaska. 

Lá dentro, os rangers do Park Service contam toda a história de como Seattle virou a grande "porta de entrada" pra corrida do ouro no Klondike, no fim do século 19. Tem exposições interativas espalhadas em dois andares, réplicas de equipamentos de mineração e até a chance de tentar a sorte "garimpando" ouro de mentirinha. 

Um detalhe curioso: é engraçado pensar que quase ninguém enriqueceu de verdade com o ouro, quem realmente lucrou foram os comerciantes que vendiam suprimentos para os aventureiros. 

Depois de explorar Downtown Seattle, seguimos a pé até o Chinatown-International District.

Museu: Klondike Gold Rush - Endereço: 2nd Avenue South, antigo Cadillac Hotel - Entrada: Totalmente gratuita.

*Chinatown de Seattle

Oficialmente chamado de Chinatown International District, ou simplesmente "ID" para os moradores. O Distrito é daqueles que mistura história com uma energia super viva de bairro asiático. O legal é que ele reúne comunidades chinesas, japonesas, filipinas e vietnamitas que se estabeleceram juntas na mesma região, é praticamente o único lugar dos EUA com essa mistura asiática. Chegamos ao bairro pelo seu pórtico principal. 

Mas convenhamos, o principal motivo que leva a maioria das pessoas até lá é para comer. O local foi perfeito para almoçar e recarregar as energias. Despois do almoço seguimos a caminhar até o Hing Hay Park.

O Hing Hay Park é praticamente o coração do Chinatown. É um daqueles lugares em que você percebe que não está apenas diante de uma praça, mas de um ponto de encontro da comunidade. 

Depois de explorar o Chinatown, seguimos em direção ao Waterfront de Seattle, já com aquele clima gostoso de fim de tarde. No Pier 51, embarcamos no ferry para um bate e volta até Bainbridge Island.

*Bainbridge Island

A travessia foi um passeio à parte: Seattle ficando para trás, a baía ganhando os tons do entardecer e aquela brisa do mar deixando tudo ainda mais especial. Ao chegar à ilha, fizemos uma breve caminhada pelo pequeno centro urbano, conhecendo suas ruas tranquilas e charmosas. 

O centrinho de Bainbridge Island tem aquele charme de cidade pequena que convida a caminhar sem pressa. Ruas tranquilas, lojinhas simpáticas, cafés e restaurantes se espalham por um ambiente acolhedor, com um ar de tranquilidade. 

Depois, era hora de voltar. Embarcamos novamente no ferry e retornamos a Seattle ao por do sol, com o skyline da cidade surgindo aos poucos diante de nós. 

Um daqueles passeios simples, mas com vistas bonitas que fecham o dia com chave de ouro e com as energias revovadas para o terceiro dia em Seattle. 

O terceiro e último dia em Seattle foi corridinho, mas super proveitoso! Começamos cedo pela Space Needle, subindo para curtir a vista panorâmica de 360° da cidade. Logo em seguida, fomos para o Chihuly Garden and Glass, emendamos com uma sessão no IMAX at the Center, completando o combo dos três no mesmo complexo do Seattle Center.

*Space Needle

A Space Needle foi nossa primeira parada do dia, e que jeito incrível de começar! Subimos ainda com a manhã fresquinha e a cidade toda acordando lá embaixo, e a vista de 360° já valeu cada segundo de elevador. 

Dá pra avistar o Monte Rainier imponente no horizonte, a Puget Sound brilhando com os barquinhos indo e vindo, e o skyline de Seattle se espalhando lá embaixo, incluindo até o próprio Space Needle refletido nas janelas de vidro do observatório giratório. 

A torre possui 184m de altura, foi construída pra Feira Mundial de 1962, ainda mantém aquele charme meio retrô-futurista, com aquela silhueta em forma de disco voador que virou sinônimo da cidade. 

O piso giratório do andar de observação deixa tudo ainda mais divertido. Sem precisar dar nem um passo, você vai vendo a cidade inteira passar devagar diante dos seus olhos. 

Um jeito e tanto divertido de abrir o último dia em Seattle! Depois da visita seguimos para Chihuly Garden and Glass. 

Space Needle - Endereço: 400 Broad Street, Seattle - Ingressos: www.spaceneedle.com – Compramos o combo: Space Needle + Garden Glass + IMAX, ficou mais barato ao invés de comprar indidualmente.

*Chihuly Garden and Glass

O Chihuly Garden and Glass foi um dos pontos altos do dia! Logo na entrada já dá pra sentir que é um lugar diferente de tudo: salas escuras com esculturas de vidro soprado iluminadas de um jeito quase mágico, em cores vibrantes que parecem flores, corais e criaturas de outro planeta. 

A Glasshouse, é uma estrutura enorme de vidro e aço com uma composição gigante pendurada no teto, em tons de vermelho, laranja e amarelo, parece um pôr do sol congelado lá em cima. 

E o Garden, a área externa, também vale muito visitar, com esculturas de vidro espalhadas entre plantas de verdade, criando um contraste único entre o natural e o artificial. 

O Garden Glass é um daqueles passeios que rendem fotos incríveis a cada ambiente, e mesmo quem não é muito fã de museu de arte acaba se surpreendendo com a beleza do lugar. Em seguinda fomos para IMAX at the Center. 

*IMAX at the Center

Depois do Chihuly Garden and Glass, fomos direto para o IMAX at the Center, ali mesmo no Seattle Center, e foi um jeito ótimo de dar uma pausa e sentar um pouco depois de tanto passeio a pé. A tela é gigantesca, então a experiência é bem imersiva, som potente, imagem nítida, daquelas sessões que fazem você esquecer que está sentado numa poltrona de cinema. 

No momento, o IMAX at the Center apresenta documentários no formato IMAX. Imaxatthecenter Um jeito relaxante de recarregar as energias antes de seguir para o Olympic Sculpture Park.

Endereço: 400 Broad Street, Seattle - Ingressos: Compramos o combo (Space Needle + Chihuly Garden and Glass + IMAX at the Center)  direto no site oficial da Space Needle, spaceneedle.com o que facilitou bastante, sem precisar enfrentar fila de bilheteria, já com tudo confirmado no celular. Prático e rápido!

*O Olympic Sculpture Park

O Olympic Sculpture Park foi um respiro e tanto no meio do dia! Depois de tanta atração fechada, Space Needle, Chihuly e IMAX, chegar nesse parque a céu aberto na orla do Waterfront foi puro ar fresco, literalmente. O parque é um espaço gratuito e bom para caminhar, com esculturas gigantes espalhadas entre gramados e trilhas que descem suavemente até a beira da Puget Sound. 

A escultura mais famosa de lá é a Eagle, a Águia, do Alexander Calder, uma peça enorme em vermelho vibrante que contrasta com o azul do dia em dias claros. 

Tem outras peças espalhadas pelo caminho também, misturando arte moderna com a paisagem natural de um jeito bem interessante. 

É um passeio tranquilo, sem pressa, ótimo pra esticar as pernas depois de visitar museus. Um intervalo perfeito antes de seguir para a Waterfront!

*Waterfront – Orla de Seattle

O Waterfront tem aquele clima descontraído de beira-mar, com pontos como o Aquário de Seattle, a Great Wheel, a roda-gigante que fica bem na orla, várias lojinhas e restaurantes de frutos do mar pra quem quiser parar para um lanche, almoçar ou jantar com vista. 

   

*Seattle Aquarium

Aqui foi o momento de mergulhar no mundo marinho! Visitamos os diferentes espaços do aquário, Pier 59, Pier 60 e o novo Ocean Pavilion, e o melhor: um único ingresso dá acesso a todo o complexo. Ou seja, paga uma vez e pode explorar tudo, sem precisar comprar outro ingresso para cada área. 

E variedade não falta! Encontramos lontras-marinhas, focas, leões-marinhos, polvos-gigantes do Pacífico, águas-vivas, salmões, peixes de várias espécies, estrelas-do-mar e anêmonas. No Ocean Pavilion, a viagem continua pelos mares tropicais, com tubarões, arraias, corais e uma enorme diversidade de peixes tropicais. 

O aquário tem um mega estrutura que oferece um passeio relaxante, cheio de vida, cores e, principalmente, daqueles momentos em que a gente fica olhando para os aquários e pensa: “como é que a natureza consegue ser tão criativa?” 

Endereço: 1483 Alaskan Way, Pier 59, Seattle - Ingressos: www.seattleaquarium.org ou direto na bilheteria

*Seattle Great Wheel

A Seattle Great Wheel parece ter escolhido o lugar mais divertido possível para ficar: bem na ponta do Pier 57, no Waterfront, praticamente debruçada sobre as águas da Puget Sound! 

E para encerrar nosso último dia em Seattle, nada melhor do que colocar a cidade literalmente para girar! Subimos na Seattle Great Wheel e aproveitamos o passeio com uma bela vista do Waterfront, da baía e do skyline de Seattle. 

As cabines são fechadas e bem confortáveis, e a volta lá em cima rende uma vista em 360°, de um lado a baía com os ferries e barquinhos cruzando a água, do outro o skyline de Seattle com os prédios se destacando contra o céu. 

Foi aquele encerramento perfeito: uma volta lá no alto, o dia chegando ao fim e Seattle se despedindo de nós com uma paisagem daquelas que ficam na memória. Afinal, terminar a viagem com a cidade aos nossos pés e a roda-gigante girando não poderia ser mais divertido! 

Depois de passar mais uma vez pelo Pike Place Market, seguimos rumo ao hotel para descansar. Foi um jeito relaxante de encerrar o último dia em Seattle, com as pernas cansadas de tanto caminhar, mas com a sensação de ter aproveitado cada cantinho da cidade e já pensando no dia seguinte, quando embarcamos com um grupo de amigos rumo ao Alaska! Veja roteiro completo aqui Alaska - USA 

__________________________________________________________________________________________  Eu Fui e Recomendo 

Agosto 2026