_____________________________________________________________________________   LAS VEGAS e GRAND CANYON

Depois da aventura pelo Alasca, trocamos o frio, as geleiras e os casacos por um cenário completamente diferente: Las Vegas, Nevada. Localizada no meio do Deserto de Mojave, a cidade parece ter sido criada especialmente para desafiar a imaginação e o termômetro! 

No verão, o calor é daqueles que fazem a gente sair do hotel já procurando uma sombra. Em julho e agosto, as temperaturas facilmente passam dos 40 °C, com muito sol e ar extremamente seco. 

Las Vegas é uma cidade temática como poucas. É quase como se o mundo inteiro estivesse reunido em um só lugar, representado pelos seus gigantescos hotéis casssinos e resorts: Veneza, Paris, Nova York, Egito, Roma... você pode começar o dia na Itália, atravessar algumas ruas e terminar praticamente em Paris, tudo isso sem precisar de passaporte! 

A grande avenida dessa fantasia toda é a famosa Las Vegas Boulevard, mais conhecida como The Strip, onde estão concentrados alguns dos maiores e mais impressionantes hotéis e resorts da cidade. 

À noite, com milhões de luzes, painéis e fachadas iluminadas, o lugar parece não ter sido construído por arquitetos, mas por alguém que simplesmente recebeu a missão: “Faça tudo grande, luminoso e exagerado!” 

E Las Vegas não vive apenas de seus enormes hotéis. A cidade oferece shows, espetáculos, restaurantes, compras, museus, mirantes e atrações como a High Roller, a Roda Gigante, além da famosa Fremont Street, no centro histórico, coberta por um gigantesco painel de LED. 

E quando dá vontade de fugir um pouco do neon e respirar ar de deserto, também não faltam opções nos arredores: Red Rock Canyon, Hoover Dam, Valley of Fire, Lake Mead e até passeios para o Grand Canyon. Para quem está em Las Vegas, o Grand Canyon pode ser incluído em um passeio de um dia, e existem opções por estrada e até de helicóptero. 

Ou seja, depois de conhecer geleiras no Alasca, nossa viagem resolveu fazer uma mudança radical de cenário. Saímos do “Meu Deus, que frio!” para o “Meu Deus, que calor!” Las Vegas, quente, ar seco e bonita. 

Alasca no frio, Las Vegas no calor e, pelo caminho, um mundo inteiro reunido no meio do deserto. Afinal, nossa viagem aparentemente não queria deixar nenhum cenário de fora!

*QUANDO FOMOS

No final de agosto de 2026, depois da nossa aventura pelo Alasca, chegamos a Las Vegas para uma mudança de cenário daquelas! E o calor... ah, o calor não estava de brincadeira! Em alguns momentos, os termômetros chegaram aos 43 °C, e bastava colocar o pé na rua para entender que o ar-condicionado dos hotéis, cassinos e shoppings tinha virado nosso melhor amigo. 

Mas, apesar do calorão, valeu e muito a pena conhecer Las Vegas. A cidade é simplesmente espetacular, principalmente à noite, quando a Strip se transforma em um verdadeiro espetáculo de luzes, hotéis gigantescos, fachadas iluminadas, atrações por todos os lados e a lua também a brilhar lá de cima. 

Alasca no frio, Las Vegas no calor. Nossa viagem definitivamente não estava interessada em manter uma temperatura padrão!

*ONDE FICAMOS

Durante as quatro noites em Las Vegas, escolhemos ficar no Paris Las Vegas, um hotel que, na nossa opinião, foi uma escolha certeira. Localizado bem no coração da Strip, o hotel fica perto de várias das principais atrações e resorts da cidade, o que facilitou bastante nossos passeios a pé. 

Era quase como se tivéssemos escolhido Paris para nossa hospedagem e sem precisar atravessar o Atlântico, só que com 43 graus do lado de fora!

Uma curiosidade sobre os hotéis de Las Vegas: em geral, a diária dos grandes resorts não inclui café da manhã. Mas isso não é problema, muito pelo contrário! Os próprios hotéis oferecem uma enorme variedade de restaurantes, cafés, lanchonetes e opções de brunch espalhados por suas áreas comuns.

Hotel: Paris Las Vegas Resort & Casino - Endereço: 3655 Las Vegas Boulevard Street, Las Vegas.

*O QUE FIZEMOS

Durante nossos quatro dias em Las Vegas, montamos um roteiro daqueles que fazem a gente perguntar, no final do dia: “Afinal, nós viemos passear ou participar de uma maratona?”

Vindo de Seattle, chegamos Las Vegas no final da tarde, fizemos nosso check-in e, à noite, fomos conhecer o Bellagio, já começando nossa aventura pelas luzes e show das águas. 

No segundo dia, foi a vez de conhecer o Venetian, MGM Gand e assistir a um espetáculo do Cirque du Soleil e, à noite, mergulhar no clima da Fremont Street Experience, no centro historico de Las Vegas. 

Já no terceiro dia, continuamos nossa maratona pela Strip, passando pelo Excalibur, New York-New York e Caesars Palace. E, à noite, ainda tivemos o espetáculo Criss Angel, no Planet Hollywood. Descansar não estava incluído no roteiro, seguimos firmes! 

O quarto e último dia, reservamos para uma aventura bem diferente: um bate e volta ao Grand Canyon e, à noite, um city tour noturno pela Las Vegas iluminada. 

Foi uma programação intensa e na medida, cheia de hotéis temáticos, espetáculos, passeios e muita caminhada. Agora veja cada uma dessas aventuras, porque uma viagem dessas merece ser contada com todos os detalhes!

*Paris Las Vegas

Logo quando chegamos ao Paris Las Vegas, dava para perceber que a proposta do hotel era levar a sério essa história de transformar Las Vegas em um mundo de fantasia. Antes mesmo de entrar, a imponente Torre Eiffel e o Arco do Triunfo já avisavam: “Bienvenue à Paris!”. Só que com uma pequena diferença: estávamos no meio do deserto de Nevada, e não na França! 

Ao atravessar a entrada, a sensação de estar em Las Vegas quase desaparecia. A decoração interna reproduz cenários inspirados nas ruas de Paris, com fachadas, placas, calçadas e detalhes arquitetônicos que criam uma espécie de Paris cenográfica. 

O espaço principal, onde funciona o cassino, impressiona pelo enorme teto pintado para parecer um céu parisiense, dando a curiosa sensação de estar caminhando ao ar livre, mesmo estando dentro do hotel. Na minha opinão é o cassino mais bonito de Las Vegas! 

Para nós, que estávamos hospedados ali, foi ainda mais interessante: não era apenas um lugar para dormir. O hotel fazia parte do passeio. Bastava sair do quarto e começar a caminhar para já estar dentro de uma pequena Paris. 

E foi assim que descobrimos que, em Las Vegas, até para conhecer Paris basta atravessar uma porta. Passaporte? Não precisa. Casaco? Também não. Protetor solar? Esse sim era indispensável!

*Bellagio Hotel Resort

Bem em frente ao Paris Las Vegas estava o nosso vizinho mais famoso: o Bellagio. Bastava atravessar a rua e pronto, lá estávamos nós diante de um dos cenários mais bonitos e emblemáticos da Las Vegas Strip. 

Inspirado no charme dos lagos e vilas italianas, o Bellagio impressiona logo de cara, mas o grande espetáculo acontece do lado de fora, no enorme lago em frente ao hotel: as famosas Fontes do Bellagio. 

E aí Las Vegas mostra que até uma fonte precisa ser grandiosa! Mais de 1.200 jatos de água entram em cena em uma verdadeira dança sincronizada com música e iluminação, com os jatos chegando a alturas impressionantes. 

As apresentações são gratuitas e, durante boa parte do dia, acontecem a cada 30 minutos; à noite, passam a ocorrer com maior frequência. 

Nós ficamos ali admirando a dança das águas, olhando para cima e pensando: “Até água aqui em Las Vegas tem produção Hollywoodiana!”. Assim foi nosso primeiro contato com Las Vegas. No dia seguinte começamos pelo Venetian. 

*The Venetian Resort

No nosso segundo dia em Las Vegas, depois do café da manhã, colocamos o pé na Strip e seguimos caminhando em direção ao The Venetian Resort. E olha... Las Vegas realmente não economiza quando a intenção é impressionar! Veja o novo hotel em construção, uma incrível guitarra! 

Ao chegar ao Venetian, a sensação era de que tínhamos atravessado o deserto de Nevada e, de repente, desembarcado na Itália! O pátio de acesso ao hotel trás a Ponte Rioalto, a Praça San Marcos e a Torre de Veneza. 

O hotel é uma verdadeira homenagem a Veneza, com arquitetura inspirada na cidade italiana, canais, pontes, gôndolas, fachadas elegantes e até aquele céu azul pintado no teto do Grand Canal Shoppes. 

Incrível! É daqueles lugares em que você fica olhando para os detalhes e pensando: Rapaz... onde é que eu estou mesmo?

Passeamos pelo hotel e pelo enorme shopping, admirando as lojas, os restaurantes e toda aquela ambientação que faz você esquecer por alguns minutos que está no meio do deserto de Nevada. 

O Venetian conseguiu trazer um pedacinho de Veneza para Las Vegas e fez isso em grande estilo! E como ninguém é de ferro, depois de tanta caminhada e tanta coisa para ver, ficamos aqui mesmo para almoçar no shopping do Venetian. Afinal, turista também repõe as energias! 

Depois do almoço, era hora de seguir viagem, quer dizer, seguir pela Strip! Nosso próximo destino foi o MGM Grand Resort, onde às 18 horas tínhamos um compromisso especial: assistir ao espetáculo KÀ, do Cirque du Soleil. 

*MGM Grand Resort

Um detalhe importante: os leões do MGM Grand não estão mais no hotel. O famoso Lion Habitat funcionou de 1999 até 2012. Os leões eram levados diariamente de um rancho para o hotel e ficavam em um enorme espaço envidraçado, onde os visitantes podiam vê-los de perto. Hoje só restam estátuas de leões, dentro e fora do hotel. 

*KÀ Cirque du Soleil

Final da tarde, entramos no teatro do KÀ, do Cirque du Soleil, no MGM Grand. E já na entrada dava para perceber que não estávamos diante de um espetáculo comum. O teatro foi construído especialmente para essa produção, com uma estrutura gigantesca pensada para acompanhar toda a ação. 

Durante a apresentação, não é permitido fotografar nem filmar, então tivemos que guardar os celulares e simplesmente aproveitar o espetáculo.

KÀ conta uma aventura épica envolvendo dois irmãos gêmeos separados pela guerra, misturando acrobacias, artes marciais, teatro, projeções e muita movimentação dos artistas. 

Mas o grande espetáculo não está apenas nos artistas: o próprio palco se movimenta! Ele pode inclinar em vários ângulos e girar 360 graus durante as apresentações. Em determinados momentos, o palco fica praticamente na vertical, transformando a cena em uma verdadeira parede onde os artistas continuam se movimentando e realizando suas acrobacias. É aí que a gente olha e pensa: “Como é que eles conseguem fazer isso?” Cenário incrível e artistas extraordinários. KÀ não é simplesmente um espetáculo para assistir, é para admirar e aplaudir os artista no final da apresentação! 

Depois do incrível espetáculo KÀ, ainda tínhamos energia para mais uma aventura. E lá fomos nós terminar a noite na famosa Fremont Street Experience!

Teatro KÀ – Cirque du Soliel - Endereço: MGM Grand - 3799 S Las Vegas Blvd, Las Vegas - Ingresso: Compramos antecipado no site www.vegas.com

*Fremont Street Experience

A Fremont Street Experience é uma das atrações mais tradicionais de Downtown Las Vegas e representa um lado bem diferente da famosa Strip. É uma área exclusiva para pedestres, com cerca de cinco quarteirões, cercada por construções históricas, letreiros de neon, restaurantes, lojas e entretenimento. 

 

O grande destaque é o Viva Vision, um gigantesco teto de LED instalado sobre a rua. Ele tem cerca de 500m de extensão e fica aproximadamente 27m acima dos visitantes. À noite, o teto se transforma em uma enorme tela com imagens, luzes e música, criando um espetáculo audiovisual impressionante. Os shows do Viva Vision acontecem das 18h às 2h, e são gratuitos. 

E o mais interessante é justamente a atmosfera: gente caminhando, música, artistas, luzes por todos os lados e aquela sensação de que Las Vegas resolveu colocar um teto de televisão gigante sobre uma rua e transformar a própria rua em um espetáculo! 

Depois de um dia cheio na Strip e Teatro do KÀ, a Fremont Street foi a nossa dose de Las Vegas mais histórica, colorida e irreverente. No dia seguinte mergulamos em mais uma aventura: conhecer mais hotéis da Las Vegas Strip e começamos pelo Excalibur!

*Excalibur Hotel Cassino

Nosso terceiro dia em Vegas foi dedicado a explorar ainda mais a famosa Strip. Saímos do Paris Las Vegas e fomos caminhando pela avenida, porque em Las Vegas cada esquina parece esconder uma nova atração! Nossa primeira parada foi no Excalibur. 

O mega Hotel Excalibur parece ter saído diretamente de um conto medieval e aterrissado no meio da Las Vegas Strip! Com suas torres e aparência de castelo, o hotel é todo inspirado nas lendas do Rei Arthur e nos tempos dos cavaleiros. Por dentro, o clima continua medieval, com decoração temática, restaurantes, lojas e atrações inspiradas nesse universo. 

A sensação é curiosa: você sai de Paris e, poucos minutos depois, está na Idade Média, tudo isso sem sair do deserto de Nevada! Cada hotel parece querer nos levar para um lugar diferente do mundo ou até para outra época ou para New York.

*New York-New York

Depois do Excalibur seguimos para o New York-New York, saímos da Idade Média e, poucos minutos depois, estávamos em Manhattan!  

O hotel é uma verdadeira brincadeira arquitetônica: reproduz vários dos cartões-postais mais famosos de Nova York, com Estátua da Liberdade, Brooklyn Bridge, Times Square e uma coleção de arranha-céus formando uma espécie de skyline nova-iorquino no meio do deserto de Nevada. 

As torres chegam a reproduzir, em escala reduzida, edifícios inspirados em ícones como o Empire State e o Chrysler Building.

É claro que começamos a tirar fotos. Porque, convenhamos, depois de chegar até Nova York sem sair de Las Vegas, o mínimo era registrar a viagem! 

A cada passo aparecia uma coisa diferente: restaurante, loja, fachada, praça... e a gente olhando para os lados tentando entender se ainda estávamos em Las Vegas ou se alguém tinha nos colocado dentro de um filme americano. Daqui seguimos para Roma, ou melhor, para o Caesars Palace!

*Ceasers Palace

Se no Excalibur tínhamos voltado à Idade Média e no New York-New York desembarcado em Manhattan, agora era hora de viajar até a Roma Antiga, tudo isso sem pegar avião, sem passaporte e, principalmente, sem sair de Las Vegas! 

Logo na entrada do Caesars Palace, a decoração grandiosa já entrega o tema: colunas, estátuas, fontes, mármore e toda aquela arquitetura inspirada no mundo romano. O próprio resort foi concebido com essa proposta de grandeza romana. 

E nós, claro, entramos no clima. A cada estátua e a cada coluna aparecia uma nova foto: “Tira uma aqui!”, “Agora desse lado!”, “Espera, deixa eu tirar uma também!” 

O complexo é enorme, com o famoso Forum Shops, áreas de restaurantes, espaços de entretenimento, cassino e uma arquitetura que realmente faz a gente esquecer por alguns instantes que está no meio do deserto de Nevada. 

Depois de Paris, Veneza, Nova York, Idade Média e agora Roma, ainda tinha mais programação pela frente... porque em Las Vegas, quando você pensa que já viu tudo, aparece outro atração e dessa vez foi o Planeta Hollywood, onde fomos ao show do mágico Criss Angel.

*Planet Holywod - Criss Angel Theater

O Planet Hollywood é daqueles lugares em que a gente entra e já percebe que o negócio é entretenimento. O complexo reúne o grande Miracle Mile Shops, além de teatros e espaços dedicados aos espetáculos.

E, para completar nossa noite, tínhamos um compromisso especial: assistir ao espetáculo de mágica de Criss Angel MINDFREAK, no Criss Angel Theater. O famoso ilusionista transforma o palco em um verdadeiro festival de grandes ilusões, efeitos visuais, luzes e som. 

Logo na entrada, uma regra importante: era proibido fotografar ou filmar durante o espetáculo. Então, dessa vez, o celular ficou guardado e tivemos que fazer o mais difícil em Las Vegas: simplesmente assistir e tentar descobrir o segredo! 

Criss Angel Theater - Endereço: Planet Hollywood - 3667 S Las Vegas Blvd, Las Vegas - Ingresso: Compramos antecipado no site www.vegas.com

E quando pensávamos que a nossa maratona por Las Vegas estava chegando ao fim, ainda faltava uma aventura daquelas! No dia seguinte, tínhamos um bate e volta ao Grand Canyon.

*Grand Canyon West

Logo cedinho, o nosso guia Daniel foi nos buscar no Paris Las Vegas. Ainda com aquela cara de quem precisava de um café para funcionar direito, embarcamos para uma nova aventura, desta vez, deixando para trás os arranha-céus da Strip para encarar o Gand Canión no deserto do Arizona. 

O Grand Canyon fica aproximadamente 180 Km de Las Vegas, e a viagem já começou naquele clima de expectativa: conversa, paisagem desértica passando pela janela do veículo SUV e, naturalmente, Daniel passando muita informação sobre os desertos de Nevada e do Arizona. 

Durante o percurso, fizemos uma parada para o café da manhã. Depois de recuperar as energias, seguimos viagem e a próxima parada foi na famosa Represa Hoover.

*Represa Hoover Dam

A Represa Hoover, é uma grande obra de engenharia americana construída sobre o Rio Colorado, entre os estados de Nevada e Arizona. E olha... é daquelas construções que fazem a gente parar e pensar: Como é que alguém teve a ideia de construir isso tudo aqui no meio desse deserto? 

A Hoover Dam impressiona pelo tamanho: são cerca de 221m de altura e mais de 379m de comprimento. Construída entre 1931 e 1936, ela represou o Rio Colorado e deu origem ao gigantesco Lago Mead, um dos maiores reservatórios artificiais dos Estados Unidos. Também não podemos deixar de destacar a bela ponte que liga os dois estados, Nevada e Arizona. 

*Lago Mead

O grande e profundo lago se estende por 637km² e também merece destaque. O contraste entre a água e o enorme cenário árido ao redor é impressionante. De um lado, o azul da água; do outro, montanhas e aquele deserto que parece não ter fim. Ficamos ali admirando a paisagem e, claro, tirando muitas fotos. 

Depois de conhecer a Represa Hoover e o Lago Mead, era hora de colocar o pé novamente na estrada. E o nosso guia Daniel avisou que ainda tínhamos mais uma sorpresa pela frente, dessa vez, foi a cidadezinda de Dolan Springs.

*Dolan Springs - um cantinho do Velho Oeste

Viajando pelo deserto do Arizona, passamos por Dolan Springs, uma pequena comunidade às margens da “US Route 93”. A cidadezinha é conhecida como uma das portas de entrada para o Grand Canyon West.

O lugar tem aquele jeitão de Velho Oeste, com casas espalhadas pelo deserto, montanhas ao redor e muitas Joshua Trees, árvores de Josué, compondo a paisagem. 

É daqueles lugares em que a gente olha pela janela e pensa: Aqui o deserto é o dono da casa! Depois de atravessar a cidade sem ouvir nenhum tiro dos filme de faroeste, seguimos para o Bosque de Joshua Trees.

*Bosque de Joshua Trees – Árvores de Josué

No caminho para o Grand Canyon, pelo deserto do Arizona, encontramos uma das paisagens mais curiosas da região: um verdadeiro bosque de Joshua Trees. Essas árvores, de aparência retorcida e com galhos que parecem braços levantados para o céu, dão ao deserto um aspecto quase de filme de ficção científica. 

A Joshua Tree, é uma espécie adaptada às condições extremas do deserto. Cresce muito lentamente, apenas alguns centímetros por ano e pode viver cerca de 150 anos, havendo exemplares que chegam a mais de 300 anos. 

E aí vem uma curiosidade relatada por Daniel, nosso guia: Por que se chama Joshua Tree? Esse nome teria surgido entre colonos mórmons no século XIX, que associaram os galhos da árvore, estendidos para o céu, aos braços do personagem bíblico Josué, Joshua, como se estivesse conduzindo seu povo. Interessnate, não é? 

Depois de Las Vegas, Hoover Dam, Lago Mead, Dolan Springs, Bosque Joshua Trees, o cenário só ficava mais cinematográfico e não é que já estávamos chegando ao Grand Canyon.

*Grand Canyon West - Encontro com os Hualapais

O Grand Canyon West, está localizado dentro da Reserva Indígena Hualapai, no oeste do Arizona. Essa área é administrada pela própria Tribo Hualapai, que recebe os visitantes e tranporta-os para conhecer não apenas as paisagens do cânion, mas também um pouco de sua história e cultura. 

E logo na chegada tivemos outra certeza: o calor e o sol não estavam ali para brincadeira! O sol do Arizona castigava sem dó. Mas nada disso tirava a nossa empolgação. 

Antes de seguirmos para os famosos Eagle Point e Skywalk, fizemos uma parada para conhecer o memorial e as exposições dedicadas aos povos originários, especialmente aos Hualapais, conhecidos como os “Povos dos Pinheiros Altos”. Ali, encontramos registros, objetos, tipos de moradias e as tradições desse povo, que mantém uma ligação profunda com o Grand Canyon e o Rio Colorado. 

Foi um momento especial da nossa visita. Antes de admirar o gigantesco cânion e caminhar sobre o famoso piso de vidro, tivemos a oportunidade de conhecer um pouco melhor as pessoas que vivem nessa paisagem há muitas gerações. 

Depois de conhecer um pouco da história e da cultura dos Hualapais, seguimos para o tão esperado Eagle Point.

*Eagle Point e o Skywalk - caminhando sobre o Grand Canyon

E foi aí que o Grand Canyon resolveu mostrar todo o seu tamanho e nos lembrar que somos bem pequenos diante da natureza!

À nossa frente, os enormes paredões do cânion se estendiam em todas as direções, formando um cenário de cores, sombras e desfiladeiros que pareciam não ter fim. 

E lá embaixo, a centenas de metros de profundidade, corria lentamente o Rio Colorado, serpenteando pelo fundo do cânion. De longe, suas águas pareciam ganhar tons alaranjados e terrosos, refletindo na paisagem avermelhada das rochas. 

Mas ainda faltava encarar o grande desafio do dia: o Skywalk! A famosa passarela de vidro que se projeta cerca de 21 metros para fora da borda do cânion e aproximadamente 1.220m de altura. 

E quando colocamos os pés naquele piso transparente, aconteceu aquele momento clássico: “Pode ir você primeiro!” “Olha para baixo!” “Eu prefiro olhar para frente!” Aos poucos, fomos ganhando coragem e caminhando sobre o vidro. 

Foi uma daquelas experiências em que a gente tira muitas fotos, mas nenhuma fotografia consegue reproduzir exatamente a sensação de estar ali, suspenso sobre um dos cenários naturais mais impressionantes do planeta. 

*Diante da imensidão do Grand Canyon

Depois da emoção de caminhar pelo Skywalk, seguimos para um dos pontos de observação do Grand Canyon, bem próximo aos enormes desfiladeiros. E aí não teve jeito: diante daquela paisagem gigantesca, a máquina fotográfica e os celulares trabalharam mais do que a gente! 

Ficamos admirando aqueles paredões imensos, as formações rochosas e a profundidade impressionante do cânion. E, claro, começou a sessão de fotos: Tira uma daqui!, Agora uma olhando para o cânion!,
Espera... eu quase caio, me ajunda a sair do paredão! 

Cada um inventava uma foto diferente, enquanto o Grand Canyon permanecia ali, majestoso e indiferente às nossas fotográfias. No fim, entre risadas e muitas fotos, ficamos com aquela sensação de estar diante de algo que nenhuma câmera consegue registrar completamente a verdadeira dimensão e grandiosidade do Grand Canyon. 

Depois de apreciar a imensidão do Grand Canyon, fazer nossas fotos divertidas diante daqueles enormes desfiladeiros e caminhar sobre o Skywalk, chegou uma hora igualmente importante: a hora do almoço! Seguimos para o Sky View Restaurant que oferece uma bela vista do cânion. 

E o melhor de tudo: o almoço já estava incluso no pacote da viagem! Energias renovadas, seguimos para o Guano Point.

*Guano Point - onde até cocô de morcego virou história!

Depois do almoço, seguimos para o Guano Point, outro ponto do Grand Canyon West. O nome pode parecer estranho, mas tem uma explicação bem curiosa: “guano” é o nome dado às fezes de morcegos, que antigamente eram muito valorizadas por serem ricas em nitrogênio e utilizadas como fertilizante. 

Na década de 1930, foi descoberta uma caverna com grande quantidade de guano nas paredes do Grand Canyon. A descoberta acabou dando origem a uma verdadeira operação de mineração, com a construção de um enorme teleférico que atravessava o cânion para transportar o material. Durante cerca de 20 anos, os trabalhadores utilizaram esse sistema para chegar até a mina. 

Hoje, restam no local algumas estruturas enferrujadas do antigo teleférico, que se transformaram em testemunhas daquela história inusitada. E nós, depois de descobrir que estávamos diante de um lugar famoso por causa de... cocô de morcego, só podíamos pensar: Esse Grand Canyon realmente tem história para tudo! 

Mas brincadeiras à parte, o que realmente impressiona em Guano Point são as vistas panorâmicas do cânion, com praticamente 360 graus de paisagem, o Rio Colorado lá embaixo e aqueles paredões gigantescos ao redor. 

Depois de um dia intenso, saindo de Las Vegas rumo ao Grand Canyon, atravessando o deserto do Arizona, conhecendo a Hoover Dam, o Lago Mead, as Joshua Trees e finalmente chegando ao Grand Canyon West, no meio da tarde deixamos os paredões do Grand Canyon e pegamos a estrada de volta para Las Vegas. 

Mas descansar mesmo... isso ficou para outro dia! À noite, ainda tivemos disposição para fazer o tour Las Vegas Iluminada.

Tour Grand Canyon:  Em veículo SUV premium com apenas 6 pessoas + Ingressos + Alomoço. Muito tranquilo e confortável!

Reserva no site: Civitatis – no dia anterior, o guia Daniel agendou o harario de nos pegar no Paris Las Vegas. Deu tudo certinho!

Guia: Daniel - WhatsApp +1 702 542-8667 - Ótimo motorista/guia.

*Las Vegas Iluminada - uma última volta pela cidade

Depois de um dia inteiro de aventura no Grand Canyon, atravessando o deserto do Arizona e voltando para Las Vegas, qualquer pessoa sensata teria pensado: Agora é cama!

Mas nós não! Ainda tínhamos disposição para mais uma aventura. Às 19 horas, o nosso guia Rafael foi nos buscar no Paris Las Vegas para fazer o Tour de Las Vegas Iluminada. 

E lá fomos nós novamente, agora para ver a cidade toda acesa e com aquele brilho que só Las Vegas sabe fazer. Nosso giro passou pela famosa Pirâmide do Luxor, pelo Welcome to Fabulous Las Vegas, o tradicional pórtico de entrada da cidade, e por outros pontos iluminados da Strip. O letreiro, criado em 1959, é um dos grandes símbolos de Las Vegas. 

Depois seguimos para o Venetian, que nós já havíamos visitado durante o dia. Mas, à noite, tudo parecia ganhar outra vida: luzes, fachadas iluminadas e aquele cenário de Veneza no meio do deserto. 

E como nossa maratona ainda não estava completa, seguimos para Ywan. O que mais chama a atenção nesse resort é a combinação de arquitetura elegante, jardins, lagos, cascatas e muito verde, criando um ambiente mais refinado e tranquilo em contraste com a agitação da Strip. 

E, finalmente, encerramos o passeio na Fremont Street Experience, no centro histórico de Las Vegas. A famosa rua ganha uma atmosfera completamente diferente à noite, com seu enorme teto de LED e shows de luzes. Mas antes de chegar a Fremont Street passamos pela Igrejinha onde Elvis Presley casou-se pela primeira vez. 

E olha... a Fremont também já conhecíamos, pois havíamos passado por lá anteriormente. Mas quem disse que repetir um lugar bonito é problema? Assim terminamos nosso último dia em Las Vegas: Grand Canyon durante o dia e Las Vegas iluminada à noite. No dia seguinte retornamos ao Brasil. 

Tour Las Vegas Iluminada:  Em veículo SUV premium com apenas 6 pessoas. Muito tranquilo e confortável!

Reserva: Fizemos com o Daniel, guia do Grand Canyon. WhatsApp +1 702 542-8667

Guia: Rafael - WhatsApp +1 725 321-4676 - Ótimo motorista/guia.

*Hora de voltar para casa

Depois de tantos dias de descobertas, paisagens, passeios e muitas histórias para contar, desde Seattle, Alasca, Las Vegas e Grand Canyon, era hora de colocar o pé, ou melhor, as malas, no caminho de volta.

No quinto dia, embarcamos em Las Vegas com destino a Aracaju, iniciando a jornada de retorno ao Brasil. O voo teve conexões em Los Angeles e em São Paulo, onde ficamos mais 4 dias antes de chegarmos à nossa cidade, Aracaju.

_________________________________________________________________________________________    Eu Fui e Recomendo

Agosto 2026